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19/5/2000

Básico de instalação elétrica


Linguagem energética
Entenda o que os termos significam:

Watt (W)  designa a potência.
kilowatt (kW)  o watt multiplicado por mil.
kilowatt/h (kWh)  refere-se ao consumo de energia (quilowatts consumidos por hora). Em sua conta de luz, é essa a medida usada.
Volt (V)  é a unidade que mede a tensão de uma ligação elétrica.
Ampère (A)  é a unidade de medida que determina a quantidade de corrente elétrica. Assim como usamos o metro para medir as distâncias, os eletricistas usam o ampère para indicar a quantidade de corrente elétrica que passa em um circuito. Dentro de sua caixa de luz, cada disjuntor tem uma amperagem determinada, equivalente à corrente elétrica suportada pelo circuito ao qual ele protege.
 
Nota: a voltagem multiplicada pela amperagem é igual à potência (V x A = W).
É bom saber disso para não sobrecarregar suas tomadas e não provocar um curto-circuito em uma instalação. Vamos supor que a tensão em sua cidade seja de 110 V. Você liga um secador de cabelos de 1 200 W em uma tomada de 10 A. Faça as contas: 10 A x 110 V = 1 100 W. Veja que os 1 200 W do secador estão excedendo o limite da tomada.

Aprendendo sobre os materiais
É necessário se ter bons materiais para levar energia aos diversos pontos de sua casa. Procure na embalagem o símbolo do Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia), procedimento aconselhável para todos os componentes de sua instalação. Desde os cabos até os interruptores, esse símbolo significa que as peças foram feitas obedecendo às normas da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) para Instalações Elétricas de Baixa Tensão, identificadas pela sigla NBR-5410, antiga NB-3.

Agora, conheça o básico da sua instalação.

Fios e cabos
Só há uma diferença entre eles: a flexibilidade. Os fios  constituídos de um único e espesso filamento  são rígidos. Já os cabos são formados por vários filamentos finos, o que lhes dá maleabilidade.
O material de que são feitos  o condutor de eletricidade  é o mesmo, o cobre (que, aliás, pode variar muito de qualidade). Faça sua pesquisa de preços, mas não leve um produto só porque é mais barato. Isso pode significar matéria-prima inferior  quanto mais puro o cobre, melhor será a condução da energia. Muita atenção também quanto ao revestimento isolante, que deve ser antichama. Exposto ao fogo, o PVC, que cobre todos os fios e cabos, não propaga a chama, mas, em geral, libera gases tóxicos. Uma nova geração de cabos aboliu o chumbo tóxico da capa que isolava os condutores. Na hora da compra, pergunte sobre a qualidade do produto e verifique as suas especificações.

Conduítes ou eletrodutos
Responsáveis pelo trajeto dos fios e dos cabos, fazendo as ligações entre todos os pontos de consumo e o quadro de luz, os conduítes são encontrados em duas versões: rígidos e flexíveis. Metálicos ou plásticos, os rígidos são mais indicados para lajes ou outras superfícies concretadas. Na maior parte das instalações, porém, são mesmo os flexíveis que dominam. Mais fáceis de lidar, nem por isso eles podem fazer curvas de ângulo muito fechado  isso impede a passagem dos fios. O ideal é que sigam caminhos retos ou que façam curvas abertas. Suas bitolas são calculadas levando-se em conta a quantidade de fios ou cabos que irão conduzir.

Quadros de distribuição
Parte decisiva para o bom funcionamento da sua instalação elétrica, o quadro de distribuição concentra duas decisões importantes:
  •      O número de circuitos que abastecerão suas tomadas e pontos de luz
  •      A capacidade de carga de cada circuito.
    No quadro, são instalados os disjuntores (nas construções mais antigas, fusíveis). O tamanho pode variar de acordo com suas necessidades, mas o material deve, obrigatoriamente, ser incombustível. Hoje, quase todos os quadros são de metal.

    Disjuntores e fusíveis
    Os dois funcionam como válvulas, cuja finalidade básica é cortar o fluxo toda vez que a quantidade de energia que trafega por um determinado circuito for excessiva e puder causar danos ao sistema. A função dos disjuntores é, portanto, desarmar em caso de sobrecarga, protegendo sua instalação e seus aparelhos. Assim, um bom disjuntor não é aquele que não desarma nunca, mas o que desarma sempre que é preciso. Para isso, ele deve obedecer a critérios técnicos e ser produzido com materiais testados e aprovados.

    Não pense que usar disjuntores de maior capacidade para cargas menores é garantia de segurança. Ao contrário. Se você instala um disjuntor de 25 ampères para um circuito de 15 ampères, ele não desarmará em caso de sobrecarga. Usar disjuntores de menor capacidade para cargas maiores também não é aconselhável (ele desarmaria constantemente). Lembre-se: o importante é que sejam compatíveis com as cargas estipuladas para circuito. Junto aos disjuntores, na caixa de luz, providencie a colocação de um quadro identificador dos cômodos ou pontos atendidos por cada disjuntor.

    Se o seu sistema trabalha com fusíveis, assegure-se de que não exista folga no encaixe das peças. Sempre que um deles queimar, substitua-o por outro de mesma amperagem. Nunca improvise ligações com arames ou grampos: em caso de sobrecarga, ou de superaquecimento, eles não queimarão, como o faria o fusível.

    Caixas de passagem
    Embutidas geralmente na parede, em diferentes formatos e feitas de materiais variados, elas são usadas para auxiliar na enfiação ou cabeamento. O tamanho dessas peças varia de acordo com a quantidade de eletrodudutos que chegam nelas. Hoje em dia, porém, é cada vez mais comum os projetistas pensarem em circuitos independentes. Como nem sempre isso é possível, essas caixas ainda não se tornaram obsoletas.

    Tomadas comuns e de telefonia
    Se não há diferenças significativas no desenho ou na função das tomadas comuns elas são grandes quanto a qualidade. O cenário mudou no que se refere às tomadas de telefonia. Embora ainda se encontrem as antigas tomadas de quatro pinos chatos num plugue quadrado (padrão TELEBRAS), o mercado abre caminho para os modelos mais recentes, que obedecem ao padrão americano, composto de um pequeno terminal de plástico transparente. Além de mais discreto, ele é o de uso mais comum para aparelhos importados.



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