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29/5/2000

A nova era da telefonia no Brasil

Embratel fala sobre a privatização dos serviços de telecomunicação


Minha aventura através da telefonia começou ainda na infância, inconformado que ficava pela demora em falar com meus tios e primos no interior de São Paulo. Naquela época, fazer uma chamada da capital para o interior significava uma espera de 24 horas ou mais. Para lugares mais distantes então, como por exemplo, uma chamada de São Paulo para Manaus, a espera mínima era uma semana. Tudo era realizado via telefonista e as chamadas eram de péssima qualidade. O país industrializava-se e os serviços de telecomunicações começavam a ocupar um espaço vital no desenvolvimento do país. Foi quando surgiu a Telebrás, conglomerado que reunia várias empresas de telecomunicações, uma por cada estado brasileiro, mais uma empresa responsável pela interligação entre os estados e pela comunicação do Brasil com o mundo. Este sistema foi a alavanca do progresso das telecomunicações no Brasil, mas, num determinado instante, começou ficar aquém das necessidades. A opção para modernização do sistema foi a desestatização, o Sistema Telebrás foi desmembrado e as empresas, privatizadas.

As expectativas do empresariado e do povo brasileiro em relação ao novo modelo de telecomunicações sempre foram grandes. As promessas de que a livre concorrência no setor traria uma queda nos preços dos serviços e uma acentuada melhora na qualidade foram amplamente divulgadas pelos setores interessados em mobilizar a opinião pública no sentido de aprovar a privatização. Esqueceram porém, de alertar que estas promessas ainda levariam algum tempo para se concretizar. Após quase dois anos, isto continua gerando dúvidas e revolta por parte dos usuários. A falta de informações precisas na imprensa e o desinteresse das autoridades competentes  em explicar o modelo fizeram o usuário sofrer muitos problemas.

Na verdade, este projeto de modernização tem várias etapas: a criação de três grandes regiões no país, a privatização em si, a concorrência nas chamadas de longa distância com a introdução do Código de Seleção de Prestadora - CSP e a concorrência nas chamadas locais. Isto refere-se somente a chamadas com origem no Sistema de Telefonia Fixa. Quanto ao Sistema Móvel Celular, não temos ainda uma definição clara do que pode ocorrer. O órgão responsável por regular as telecomunicações no Brasil é a Anatel. Para a grande maioria dos usuários ela continua sendo uma grande desconhecida, quando deveria ser o contrário. A Anatel deveria ser efetivamente o órgão regulador e punidor nas telecomunicações, fiscalizando a atuação das empresas concessionárias e informando a população dos resultados e punições de forma clara e comprovada.

Para o usuário, a grande conquista consiste em escolher a empresa que lhe oferece maiores vantagens, seja no preço ou na qualidade do serviço prestado. A partir do CSP, para toda e qualquer chamada de longa distância feita, pode-se escolher a que oferece as maiores vantagens naquele instante. É diferente, por exemplo, do modelo americano, onde o usuário é obrigado a ser fiel a uma determinada empresa por um período definido em contrato.

Logicamente temos também um sem-número de problemas advindos do novo modelo, como por exemplo, várias contas de telefone (uma para cada prestadora) e o tempo necessário para se habituar à introdução de mais dois dígitos na discagem. Isto fora os empecilhos que não se acabaram com a privatização, como a demora na instalação de terminais e a baixa qualidade das ligações.

Para minimizar a maioria dos problemas é necessário uma atuação firme e rigorosa da Anatel, definindo e fiscalizando o cumprimento de metas e prazos e informando o usuário de sua efetiva atuação. Porém, a garantia do sucesso do modelo é a fiscalização da atuação da Anatel por parte da sociedade. Podemos dizer que a sociedade como um todo e a atuação individual do usuário, registrando suas reclamações e cobrando seus resultados, é que determinará a qualidade e a integridade das telecomunicações no Brasil.


Serviço:
Murilo Sierra é engenheiro de telecomunicações da Embratel

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